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A síndrome do pânico é um transtorno psicológico caracterizado pela ocorrência de inesperadas crises de pânico e por uma expectativa ansiosa de ter novas crises.

Consiste em períodos de intensa ansiedade e geralmente com início súbito e acompanhados por uma sensação de catástrofe iminente.

No geral, as crises de pânico apresentam pelo menos quatro dos seguintes sintomas: taquicardia,  falta de ar, dor ou desconforto no peito, formigamento,  tontura, tremores, náusea ou desconforto abdominal, embaçamento da visão, boca seca, dificuldade de engolir, sudorese, ondas de calor ou frio, sensação de irrealidade, despersonalização, sensação de iminência da morte.

           O pânico ocorre principalmente em pessoas de 14 a 45 anos e é mais frequente em mulheres do que homens, em uma proporção de 2 para 1 além de produzir um grau elevado de incapacitação. 90% dos pacientes com pânico acreditam terem uma doença física; como doenças gastrointestinais, vertigens, labirintites e problemas cardiológicos.

A frequência das crises varia de pessoa para pessoa e sua duração é variável, geralmente durando alguns minutos. O corpo reage como se estivesse frente a um perigo, porém não há nada visível que possa justificar a reação.

          A pessoa reage com ansiedade frente às sensações de seu próprio corpo, há um estranhamento e um grande susto em relação ao que é sentido dentro da pele. Num ataque de pânico o perigo vem de dentro.

         Com a repetição as crises surgem um medo de ter novos ataques de pânico, uma ansiedade antecipatória. É comum a pessoa começar a restringir sua vida a um mínimo, limitando toda forma de estimulação para tentar evitar que “aquilo volte”. Assim a pessoa pode evitar sair de casa, evita lugares e atividades, privando-se de muitas experiências. Esta evitação começa a comprometer sua vida pessoal e profissional.

         No intervalo entre os ataques a pessoa costuma viver na expectativa de ter um novo ataque. Este processo, denominado ansiedade antecipatória, leva muitas pessoas a evitarem certas situações e a restringirem suas vidas.

      Pesquisas mostram que eventos difíceis que ocorreram nos últimos dois anos da vida podem contribuir para desencadear as crises de pânico. Os eventos podem ser de vários tipos como separação, doença, perdas, violência, traumas, crises existenciais, crises profissionais, mudanças importantes na vida etc. Esses eventos acentuam o estado de vulnerabilidade para uma pessoa desenvolver síndrome do pânico.

         Um fator importante para o desenvolvimento do pânico é que estas pessoas geralmente têm falhas no processo de auto – regulação emocional, ficando ansiosas e não sabendo como se acalmar.

         O principal objetivo do tratamento da síndrome do pânico é reduzir o número de crises, assim como sua intensidade e recuperação mais rápida. As duas principais formas de tratamento para esse transtorno é por meio de psicoterapia e medicamentos. Ambos têm se mostrado bastante eficientes, já que a combinação dos dois tipos de tratamento têm se mostrado ainda mais eficaz do que um ou outro operando isoladamente.

         A psicoterapia é geralmente a primeira opção para o tratamento de síndrome do pânico. Ela poderá ajudar o paciente a entender os ataques de pânico, como lidar com eles no momento em que acontecerem e como ter uma vida cotidiana normal sem medo de ter um novo ataque.

Andresa de Gissi Sichieri 
Psicóloga – Psicopedagoga – Especialista em Gestão Estratégica de Pessoas

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