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A psicologia e o esporte são duas áreas que estão intimamente relacionadas. Apesar de os estudos a respeito dessa ligação serem antigos, a utilização das duas áreas em conjunto é mais recente, tendo como resultante a psicologia esportiva.

Podemos dizer que ela estuda o comportamento de todas as pessoas envolvidas no contexto esportivo, desde o jogador até o treinador, contribuindo para o sucesso da equipe. Mas será que juntar essas duas áreas realmente funciona e é eficiente?

Acompanhe e descubra como funciona a psicologia esportiva e como ela atua para melhorar o desempenho dos atletas!

ENTENDA O QUE É PSICOLOGIA ESPORTIVA

O desempenho de um atleta pode ser afetado por inúmeros fatores que não estão diretamente ligados ao esporte, como comportamentos emocionais, afetivos e problemas de relacionamento. Por isso, mesmo que ele seja muito dedicado à atividade esportiva, o seu rendimento pode estar sendo comprometido por outros motivos, e é aí que entra a psicologia esportiva.

Muitos atletas não sabem lidar com a pressão que existe no meio esportivo, outros não conseguem se recuperar durante o jogo caso seu time comece perdendo. Há ainda aqueles que têm problemas de relacionamento com os colegas, desenvolvidos por fatores psicológicos e comportamentais. Enfim, são inúmeras as possibilidades de intervenção da psicologia no esporte.

A psicologia esportiva é, em suma, uma das áreas da psicologia que tem como objetivo promover a saúde mental e o bem-estar dos atletas, para que eles possam desempenhar da maneira mais eficaz o seu papel durante o jogo.

Nesse cenário, é crescente a procura de clubes, treinadores e jogadores por um psicólogo esportivo que consiga realizar um trabalho em conjunto, em prol da equipe. Aqueles que não recorrem à psicologia esportiva podem ficar atrás dos seus adversários.

ÁREAS DE ATUAÇÃO DA PSICOLOGIA ESPORTIVA

A psicologia esportiva voltada para os atletas de alto rendimento é a mais lembrada quando pensamos no assunto. No entanto, há também outras áreas de intervenção que podem ser exploradas. Veja a seguir cada uma delas.

– ESPORTE DE COMPETIÇÃO

O esporte de competição compreende a área do alto rendimento, em que o principal papel do psicólogo é trabalhar para que a performance do atleta seja otimizada. Para isso, ele analisará todos os fatores psíquicos que podem interferir, de alguma maneira, no desempenho do atleta ou da equipe, e realizará intervenções para que os problemas sejam resolvidos.

– ESPORTE ESCOLAR

Já no ambiente escolar, a psicologia esportiva tem como finalidade a formação das crianças e jovens por meio do esporte e do lazer. O papel do psicólogo na escola é entender todos os processos de ensino, socialização e educação aos quais os participantes das atividades estão sendo expostos.

A partir desse ponto, ele conseguirá verificar quais são os fatores do esporte escolar que podem influenciar — tanto positiva quanto negativamente — no desenvolvimento e na formação das crianças e dos jovens.

– ESPORTE RECREATIVO

O esporte recreativo é aquele que é praticado por lazer, em busca de uma satisfação pessoal. Nesse nicho, a função do psicólogo esportivo é analisar e comparar o comportamento recreativo entre diferentes faixas etárias e classes sociais. Além disso, ele também pode procurar entender as diferentes motivações que levaram cada indivíduo a optar por essa prática, assim como os seus interesses e as suas atitudes.

– ESPORTE DE REABILITAÇÃO

O esporte de reabilitação é realizado por pessoas que sofreram alguma lesão, em decorrência da prática de algum esporte ou por outro motivo, e por aqueles que nasceram com alguma condição que demande esse cuidado. O papel do psicólogo é atuar no lado emocional e cognitivo dessas pessoas, contribuindo para a sua recuperação.

A IMPORTÂNCIA DA PSICOLOGIA DO ESPORTE

O esporte é uma área que exige muito dos atletas. Não é apenas o desempenho esportivo que faz um atleta ou um time bom: muitos outros fatores estão relacionados com os resultados positivos e negativos.

Um atleta precisa saber lidar com situações de alegria e entusiasmo, combinadas com momentos desgastantes, como a derrota, as emoções, as caídas e reerguidas, as frustrações, os aprendizados, a superação, a substituição e a pressão daqueles que fazem do seu time um motivo de felicidades e tristezas.

Relacionados a isso, selecionamos alguns fatores que são trabalhados pela psicologia esportiva, observe a seguir.

– MOTIVAÇÃO

A motivação é um dos fatores determinantes para que se obtenha sucesso, seja na vida pessoal ou profissional. Muitas vezes, no esporte, o jogador está desmotivado e por isso o seu rendimento acaba sendo afetado. É papel do psicólogo identificar a causa e trabalhar nela.

Um atleta motivado dá o melhor de si para conquistar os objetivos próprios e da equipe; contudo, quando falta a motivação, a sua performance cai. O psicólogo intervém por meio de conversas e reflexões, tentando encontrar um motivo que dê sentido para o jogador a todo o esforço que ele precisa entregar durante o jogo.

No caso de quem pratica esportes em busca de saúde e qualidade de vida, a motivação também é um fator importante, sendo que o psicólogo pode ajudar a fazer com que a pessoa veja quais são as suas motivações para a prática esportiva.

Uma questão que pode ser feita pelo psicólogo é o que faz o indivíduo, atleta ou não, levantar cedo para se exercitar ou treinar. As pessoas precisam ter essas respostas para que o seu desempenho possa ser cada dia melhor.

– LIDERANÇA

A liderança esportiva, assim como ocorre na liderança corporativa ou de grupos, serve como espelho para todos os outros componentes. No caso do esporte, o desempenho dos atletas é muito influenciado pela capacidade de entusiasmo do líder.

Além disso, o líder precisa ainda ter integridade, coragem, dedicação e ser um ótimo ouvinte. O psicólogo esportivo atua juntamente ao líder, dando suporte e ajudando-o com estratégias para que ele consiga conduzir a equipe da melhor maneira possível.

– CRISE DE IDENTIDADE ESPORTIVA

Assim como acontece em todas as profissões, é comum que os atletas, em algum momento da carreira, se questionem se o que estão fazendo realmente é aquilo que sonharam para si.

Essas crises costumam vir acompanhadas de uma grande baixa no rendimento do jogador, e, por isso, exigem um acompanhamento de perto. O psicólogo ajuda esse atleta a reencontrar as suas motivações e resgatar aquilo que o levou até onde ele está.

– REABILITAÇÃO DE LESÃO

A lesão no esporte costuma afetar os atletas não só fisicamente, mas também psicologicamente. O sofrimento traz questionamentos de por que o fato aconteceu com ele, se ele vai conseguir voltar ao nível que tinha conquistado, e até mesmo se vale a pena voltar.

Apesar de o comportamento entre os jogadores ser variado, grande parte desenvolve sintomas psicológicos negativos como depressão, impaciência, medo e frustração. Esses sintomas podem ser mais acentuados dependendo do grau da lesão, do momento da carreira em que o atleta se encontra e de sua individualidade.

Independentemente de qual será a reação, dificilmente um atleta lesionado não necessita de um acompanhamento psicológico aliado ao tratamento médico. As fases psicológicas de uma lesão podem ser divididas em diferentes estágios:

1 Negação: quando ele não aceita a lesão;
2 Raiva: quando se dá conta de que está incapacitado de praticar o seu esporte;
3 Negociação: em que começa a entender que precisa se adequar a um novo comportamento para melhorar a saúde;
4 Depressão: costuma vir acompanhada da perda de identidade profissional;
5 Aceitação e reorganização: quando o atleta finalmente aceita a sua condição e começa a trabalhar para se recuperar com mais rapidez.

Em todas essas fases o trabalho do psicólogo é requisitado. Além disso, pode contribuir para que os estágios tenham um hiato mais curto entre eles, alcançando a fase 5 com mais rapidez. Nesse trabalho, o psicólogo vai ouvir o jogador, fortalecer a autoestima, controlar a ansiedade e prepará-lo para a volta à rotina esportiva.

RELACIONAMENTO ENTRE OS MEMBROS DA EQUIPE

Um atleta que participa de jogos individuais normalmente tem menos problemas com relacionamentos, já que ele próprio possui certa liberdade para compor o time que o auxiliará. Contudo, o mesmo não ocorre para os jogadores que formam uma equipe.

Eles precisam conviver em um grande grupo e, muitas vezes, essa rotina diária pode ser conturbada. O psicólogo, nesses casos, pode ser uma figura conciliadora, que trabalha para manter os ânimos entre os colegas dentro da normalidade.

PSICOLOGIA ESPORTIVA E O EQUILÍBRIO EMOCIONAL

As emoções dos esportistas são constantemente acionadas durante a prática da sua atividade, e aqueles que não possuem um bom equilíbrio emocional podem ter o seu rendimento diminuído.

Aquele gol sofrido aos 45 do segundo tempo em uma partida de futebol, ou o tie-break praticamente ganho que é perdido em um jogo de tênis, o arremesso de três pontos não convertido no basquete nos segundos finais, a ultrapassagem nos últimos metros na corrida: são inúmeros os acontecimentos dentro do esporte que podem afetar o emocional do atleta, e eles acontecem com frequência.

Nos esportes individuais e que exigem uma grande concentração, como tênis, ginástica, surfe, natação, etc., o atleta precisa ter um preparo emocional tão grande — se não maior — do que o preparo físico. Isso porque se os adversários têm uma capacidade física parecida, o treinamento da mente pode ser o fator determinante para que um ganhe e o outro perca.

O mesmo ocorre em jogos entre equipes. Com o avanço das tecnologias e com a globalização, os times têm buscado recursos em diferentes lugares e estão cada vez mais equivalentes no quesito treinamento. O controle emocional dos atletas, novamente, torna-se o diferencial que pode eleger o vencedor. Nesse caso, o peso é ainda maior, pois o comportamento emocional frágil de apenas um componente, pode influenciar a performance de todo o grupo.

Saber controlar as emoções não é uma tarefa fácil, ainda mais no meio esportivo, em que muitos fatores contribuem para o desequilíbrio como a expectativa dos espectadores e de toda a equipe envolvida. Um pequeno erro do jogador pode desencadear uma série de sentimentos negativos caso ele não tenha um bom equilíbrio emocional.

MODO COMPETIÇÃO

O modo competição é o estágio do treinamento em que os esportistas estão mais expostos ao estresse e ao desequilíbrio emocional. Preparar-se previamente para esse momento pode ser uma excelente maneira de se sair bem e se destacar em relação aos oponentes.

O psicólogo pode ajudar de muitas maneiras, sendo que cada esporte deve ser tratado de um jeito diferente, visto que possui adversidades e objetivos distintos. Pensando nisso, separamos algumas preparações mentais para atletas de modalidades variadas alcançarem um bom equilíbrio emocional. Acompanhe a seguir.

– ESPORTES DE COMBATE

Os esportes de combate exigem muito dos seus praticantes. Além de saber lidar com a violência dos golpes, eles precisam estar constantemente concentrados em seus objetivos. Qualquer distração mental pode levar a um golpe fatal e, consequentemente, à perda da luta.

A psicologia ligada ao esporte de combate envolve uma autodisciplina mental muito exigente. O psicólogo auxilia o lutador a desenvolver estratégias mentais que o coloquem sempre em superioridade em relação ao seu adversário.

A estratégia da mente, então, faz parte da luta. Se um lutador aplica toda a sua força em golpes sem antes ter um planejamento, talvez todo o seu esforço possa ser em vão. Quando um atleta tem a capacidade de respirar, raciocinar e só então executar o planejado, as chances da luta ser ganha por ele aumentam consideravelmente.

– ESPORTES RADICAIS

Os esportes radicais têm um agravante para o equilíbrio emocional da mente: os riscos. Aqueles que optam por essa modalidade estão expostos a um maior número de perigos e imprevisibilidades. Além disso, o desafio também é constante.

Os esportes radicais também são conhecidos como esportes que liberam adrenalina, o que proporciona um maior prazer aos seus praticantes. Apesar disso, o atleta pode ter receio de realizar certo movimento, já que ele sabe o quão difícil é e todos os riscos aos quais ele será exposto. Quando isso acontece, a eficácia da prática esportiva pode ser afetada.

O psicólogo que intervém nos esportes radicais trabalha muito a questão da preparação e da autoconfiança. É preciso que o atleta tenha uma ótima capacidade de controle da mente para aprender a lidar de forma positiva com os desafios e os riscos que são propostos a ele — inclusive o risco de vida, associado a esse tipo de modalidade.

A preparação dos atletas para grandes desafios também é acompanhada por um psicólogo esportivo. Grandes escaladas, desafios de ondas gigantes, rampas de skate enormes, todas essas aventuras exigem uma preparação prévia que é realizada em conjunto com esportistas e psicólogos. Eles precisam confiar em si mesmos e saber que estão dando o melhor de si em cada passo da tarefa proposta, além de aprender a conhecer os próprios limites.  

– ESPORTES DE RESISTÊNCIA

A mente pode ser o principal inimigo daqueles que praticam esportes de resistência. O pensamento negativo normalmente vem acompanhado de um “eu não vou conseguir” e, como resultado, tem-se o fracasso da tarefa.
Durante uma prova longa, seja de natação, atletismo, ciclismo ou qualquer outra modalidade, o corpo cansado envia para o cérebro estímulos de dor e mal-estar, que podem ser interpretados como uma incapacidade.

Quando isso acontece, a mente precisa estar preparada para não aceitar essa mensagem — caso contrário, há grandes chances de o esportista diminuir o seu ritmo ou até mesmo desistir da prova. O atleta necessita, então, conhecer os seus limites e manter pensamentos positivos.

O psicólogo esportivo deve trabalhar junto ao atleta de resistência para ajudá-lo a montar as estratégias que ele seguirá durante a competição quando o corpo começar a dar sinais de cansaço, de modo que ele consiga manter o ritmo imposto.

PSICOLOGIA ESPORTIVA E A PRESSÃO SOFRIDA PELOS ATLETAS

Os esportistas, principalmente de alto rendimento, são cobrados constantemente. A pressão pelos resultados no esporte profissional vem dos mais variados lados: empresários, patrocinadores, membros da equipe, torcedores e o próprio atleta, que traça objetivos e metas para si mesmo. No amador, também existe pressão vinda de familiares e treinadores, que muitas vezes apostam todas as suas fichas na criança ou no adolescente.

Sendo assim, do início ao final da carreira, o indivíduo que decide ser um esportista sofre pressão. Na fase inicial essa pressão é marcada pela transição do momento lúdico para o profissional, quando a criança precisa deixar de praticar o esporte por prazer e começar a praticar por resultados.

Depois dessa fase, inicia-se a troca de categorias, que acompanha os atletas até a profissionalização. Além das fases de troca de categoria, pelas quais todos passam, existem outros fatores que aumentam a pressão aos atletas no esporte: a busca por alto retorno financeiro, assédio, fama, lesões, recuperação e a aposentadoria. Todos esses momentos agem sobre o atleta em forma de pressão.

Existem três estratégias que os psicólogos esportivos podem utilizar para contribuir com o alívio do estresse dos atletas e melhorar o seu desempenho: estratégia cognitiva, somática e emocional.

ESTRATÉGIA COGNITIVA

A estratégia cognitiva está ligada ao controle do pensamento para evitar a ansiedade, que é um dos fatores geradores de pressão. A ansiedade cognitiva está relacionada a pensamentos negativos que dizem respeito à preocupação do atleta em relação ao seu desempenho.

Os pensamentos negativos estão ligados ao medo, receio, à apreensão e pressão por temer que algo não saia com o esperado. Nesse cenário, o psicólogo esportivo assume o papel de motivador, ajudando o atleta a afastar esses pensamentos.

ESTRATÉGIA SOMÁTICA

A estratégia somática está relacionada ao comportamento físico dos atletas, ou seja, a ativação física notada é resultado dos estímulos fisiológicos desenvolvidos pelo atleta de acordo com as suas ações cognitivas.

Quando um atleta é afetado pelos pensamentos negativos, o corpo físico responde desencadeando sentimentos de ansiedade, dúvida e nervosismo. No momento em que isso acontece, o indivíduo passa a ter sensações físicas desagradáveis, como a aceleração do batimento cardíaco, perda de energia, etc. O inverso também acontece: pensamentos positivos costumam gerar confiança e bem-estar corporal, aumentando as chances de se obter sucesso e mantendo a pressão afastada.

ESTRATÉGIA EMOCIONAL

Por fim, a estratégia emocional auxilia o atleta a lidar com os sentimentos que estão envolvidos na pressão diária por resultados. O ser humano, ao sentir-se pressionado, pode gerar inúmeros sentimentos ruins, que minam cada vez mais o seu desempenho, tanto na vida pessoal como profissional.

Se os torcedores ou o treinador cobram muito de um atleta, ele pode sentir raiva e desgosto, que são sentimentos difíceis de serem revertidos. O psicólogo age ajudando os esportistas a tirarem apenas as mensagens positivas de todas as críticas e pressões que recebem.

Existem algumas táticas repassadas pelos psicólogos aos atletas que costumam tirar o peso da cobrança das suas costas. Veja algumas delas:

• criar pensamentos positivos por meio de diálogos internos;
• evitar pensamentos que tenham como resultado a ansiedade;
• evitar pensamentos que remetam a falhas do passado, como quando o atleta vai enfrentar algum adversário para quem ele já tenha perdido;
• não relacionar a autoestima com o desempenho, ou seja, não condicionar a vitória a sua qualidade como pessoa, dizendo que se não ganhar vai se sentir inútil;
• concentrar-se nas probabilidades positivas e esquecer as negativas;
• pensar no estresse e nervosismo como um desafio, e não com medo;
• converter as declarações negativas recebidas em positivas.    
           
O estresse e a pressão são fatores constantes na vida dos atletas, sendo muito difícil evitá-los em muitos momentos. Por esse motivo, os esportistas precisam aprender a lidar com esses sentimentos para conseguir tirar proveito dessas situações.

Por muito tempo acreditou-se que o corpo e a mente eram valências que deveriam ser treinadas separadamente. A influência dos pensamentos não era associada ao esporte, e um atleta era treinado apenas sob o aspecto físico, deixando de lado o equilíbrio emocional e tudo o que envolve o desempenho da mente.

Com o tempo, passou-se a reconhecer uma maior relação entre as duas áreas, levando a psicologia esportiva a ser uma área em crescimento. Como podemos perceber, existem muitas possibilidades de intervenção para aqueles que desejam contribuir na carreira dos atletas utilizando a psicologia esportiva, e os clubes e equipes individuais que optarem por isso certamente estarão à frente dos seus adversários.

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